Não sou d'Artes
Ou ciências.
Nem pinturas
Ou vãs letras.
Nem poemas,
Como este,
Me livram
De tal coisa.
Coisa má,
Ruim talvez.
Nem beleza,
Só tristeza.
Sou Nada e
Nada sou.
E terei
Direito?
Pobre Nada!
Nunca vi
Mera coisa
Como eu.
Vivo do
Pensar e
Apenas
Do pensar.
Quanto vale
Só pensar?
Serei riso
Se valer.
Pairei junto
De vós, meus
Seres, por
Justo engano.
Triste brisa,
Vaga e rara,
Pensadora,
É o que sou.
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