sexta-feira, 11 de março de 2011

O Erro de Descartes

  Dizia Descartes, quando tinha um olho na terra de cegos, que sonho e realidade andam de mãos dadas e tão abraçados que não se distinguem. Não há, portanto, realidade porque esta se confunde com o sonho? Meu querido Descartes, descobri que não sou filósofa e que apesar disso estavas errado.
  Como poderia isso ser, sonhar tantos momentos de cores berrantes e alegrias extremas? Não, Descartes, estavas errado. Todos vimos as partículas de felicidade que ele produz, os átomos de amizade que dá a outros iões e as moléculas que formou por ligações de amor e paixão- alguns passaram pelos trovões das suas tristezas, as lágrimas da sua mágoa e então vimos o seu interior mais fundo. Oh não Descartes, tenho a certeza que é real! Devias tu nascer outra vez para ver tal bondade e simpatia que encarnou num ser só nesta miserável Terra.
  Queria sonhar que a fúria e as zangas não foram mais do que isso – sonhos – mas também isso cruza o caminho de todos nós.
  Ajoelha-te perante mim, rei francês da Filosofia, que o mais real ainda só chega agora, pois nós nunca tivemos um amor tão real como o que este homem nos deu e eu proclamo o seu nome:
João Manuel Fernandes Amaral

1 comentário:

  1. Creio não ser digno de palavras tão doces, nem tão somente possuir a bondade e a simpatia que referes. Já no que diz respeito ao amor que vós sinto, não admito a nenhum dos elementos do universo, que dele duvide.

    Devo dizer-te, que não sabendo o que é a filosofia, o teu texto é brilhante como o sol.

    Beijito. Papi

    ResponderEliminar