Não quero ser pontual, que estou farta de medir o tempo. Não quero calar quando me mandam, que serei cínica se retiver o que penso. Quero ser fraca e chorar e morrer de amores, que não é vergonha nenhuma. Dá-me ópio, que outras drogas não me bastam e o médico nada sabe para além de livros. Diga-me Excelentíssimo Meritíssimo Senhor Doutor: em que livros aprendeu a remendar a felicidade? Quer a minha agulha? Tenho uma das grandes que dá mais jeito para coser os buracos gigantes que se vão abrindo.
Quero pintar as ruas com pessoas felizes e tirar do mundo os podres que fingem viver. Não quero ser Caríssima e Excelentíssima de ninguém. E que venham esses senhores das ordens apontar o seu dedo à minha moral que eu lhes direi: os livros decorados que têm nas vossas cabeças nunca chegarão ao número de caules que tenho na alma, às quedas que dei. Quero saber o que mais ninguém sabe e pôr de lado os estereótipos.
Matem-me a tiro em vez de me sufocarem com mentiras e ensinos que nada ensinam. Tirem-me do mundo se estou errada. Esta sou eu à minha maneira e de nada me arrependo. Venham as consequências das minhas ideologias. Não quero nada e quero tudo…
Sou pontual mas também me aborrece medir o tempo. Não calo (nunca, jamais!), que cínica também não sei ser...
ResponderEliminarSou forte quando morro de amor e fraca quando o amor me sai de todos os poros...
Bem-vinda ao meu mundo :)
A vida é sem dúvida a melhor escola. Deixemo-nos enlaçar por ela e sejamos felizes. Sobretudo não deixemos a nebelina obscurecer-nos as ideias e que a moléstia não se acerque dos nossos olhos para que possamos ver claro
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