Sejam os meus medos o teu conforto,
Tenho certeza de seres feliz.
E posso ser até o teu porto,
Lugar onde descansas a tua raiz.
Seja a minha mágoa a tua alegria,
Serás hipérbole do contentamento.
Do meu ser fizeste alegoria
De algo com pouco alento.
Todo eu estou em guerra:
A alma cega que vagueia
E a vista assente na terra.
Sei-me louco e doente.
Pois que assim seja,
Sê feliz que eu sou demente.
Como era bom que a vida parasse num daqueles momentos cósmicos do nosso enleio, apartando dela toda e qualquer agrura!... O tempo, esse tomba gigantes, encarrega-se de nos mostrar essa utopia.
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