Chora pobre alma
Vazia e cheia de nada
Correndo em campos maiores
E deixando correr a onda
na face.
A pobre cega vê.
Alimenta a dor
Que em tudo não crê
E luta meio mundo
sem arma.
Onde vai vagueando
Finge ser parte
De parte tão inútil.
E vê-se então sozinha
morta.
A busca por nós próprios deve ser uma preocupação constante, para assim podermos entender melhor os outros e o que nos rodeia.
ResponderEliminarA minha análise entende que este poema é uma enorme metáfora do mundo de hoje, onde todos nós somos pobres almas vazias, cegas e inúteis, que já só a morte libertará.
ResponderEliminar