sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Chora pobre alma
Vazia e cheia de nada
Correndo em campos maiores
E deixando correr a onda
na face.

A pobre cega vê.
Alimenta a dor
Que em tudo não crê
E luta meio mundo
sem arma.

Onde vai vagueando
Finge ser parte
De parte tão inútil.
E vê-se então sozinha
morta.

2 comentários:

  1. A busca por nós próprios deve ser uma preocupação constante, para assim podermos entender melhor os outros e o que nos rodeia.

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  2. A minha análise entende que este poema é uma enorme metáfora do mundo de hoje, onde todos nós somos pobres almas vazias, cegas e inúteis, que já só a morte libertará.

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