Uniram as culpas em lugar de olhares,
Amaram proibições em vez do sangue,
Quiseram sonhos vulgares,
Mataram a realidade exangue.
Gastaram os corpos e o esforço,
Trocaram peles nuas, desejosos.
Agora que estão cegos, sem remorso
Partilham lembranças
[aleivosos.
Derramada a pura e egoísta verdade,
Sentirão as mãos tremer.
As lágrimas impedirão de ver.
Cairão exaustos do pulsar forte,
Morrerão de amor utópico,
Sem rumo nem norte.
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